O desenvolvimento e amadurecimento da neurociência nos últimos anos, sob a luz de um intenso aprimoramento tecnológico, tem alimentado a antiga discussão sobre a existência da mente como uma entidade separada, ou não, do cérebro e de outras estruturas que compõem o sistema nervoso central. Não é de hoje que estudiosos de diversas áreas relacionadas ao tema debatem esta questão, seguindo linhas distintas de raciocínio. O Dualismo propõe que a existência da mente seja paralela e, em grande parte, independente dos fenômenos fisiológicos que têm lugar no tecido neural. Por outro lado, o Monismo defende a idéia de que a mente seja um produto da atividade cerebral, em suas complexas funções e interações com o mundo externo, e tem ganhado particular importância em nossa época, sobretudo porque os novos conhecimentos em neurociência têm estruturado robustas explicações fisiológicas para fenômenos da psique e do comportamento, além de elucidarem, com o auxílio da genética e da biologia molecular, as bases orgânicas de diversos transtornos mentais.


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A aplicação mais promissora da neurociência está justamente na investigação de tipos psicológicos e como os diferentes tipos devem ser estimulados para atingirem o máximo do seu potencial. Em especial, estou trabalhando na construção de uma interface entre as tipologias psicológicas consagradas como eneagrama, MBTI e DISC e o entendimento do funcionamento cerebral que é predominante em cada um desses tipos. A partir dessa investigação, pretendo desenvolver metodologias com resultados muito mais expressivos para o desenvolvimento do potencial humano e organizacional.


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"Nada será tão bom para o resto de sua vida se comparado às suas sensações de quando você era um adolescente", disse Steinberg. O desequilíbrio entre um sistema de dopamina excitado e um córtex pré-frontal ainda em desenvolvimento, que inibiria alguns dos comportamentos arriscados de busca por prazer, é o que faz a adolescência ser um momento tão perigoso. Enquanto adolescentes são extremamente saudáveis, as taxas de mortalidade aumentam de 200 a 300% devido à comportamentos de risco. Os cientistas também mostraram que o sistema de recompensa é ativado quando um adolescente está com um grupo de colegas, razão pela qual as crianças assumem riscos muito maiores quando estão com os amigos do que quando estão sozinhas.


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O fato é que o ser humano é o único ser vivo que pode se debruçar sobre o autoconhecimento. Só nós temos as ferramentas mentais necessárias para nos observarmos e observarmo-nos uns aos outros. Olhamos o comportamento das pessoas e as imitamos desde pequenos. Desenvolvemos uma linguagem para atender a necessidade de comunicação e relacionamento. Seguimos regras e costumes que nos definem enquanto seres humanos de uma determinada cultura. E nos rebelamos a tudo isso durante a adolescência para depois nos acomodarmos em vidas possíveis dentro da sociedade que vivemos. E a complexidade da vida que vivemos dentro dessa sociedade acaba por provocar a necessidade desse autoconhecimento como única salvação para nossa angústia diante da nossa ignorância essencial.


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A memória operacional — uma função crucial do cérebro — ganhou ampla aceitação como principal indicador do desempenho acadêmico, profissional e pessoal. E após quase uma década de investigações e sucessos clínicos, a ideia de que a memória operacional aumenta a atenção e o raciocínio cognitivo é anunciado como um dos maiores avanços da neurociência. “Imaginamos que se pudéssemos treinar a memória operacional, as melhorias poderiam ser transferidas para muitas outras habilidades cognitivas e ter um impacto real na vida cotidiana". -Dr. Torkel Klingberg


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